Um dos ritmos que sempre me faz reapaixonar pela intercambialidade cultural entre os países de fala hispana, é a Cumbia. Vou explicar melhor.
A Cumbia é um ritmo que nasceu na Colômbia ao longo do rio Magdalena, na época da escravidão. Sua origem não poderia ser mais latina, com claras influências negras, demonstradas pela dança sensual; influências espanholas, presentes na roupa parecida com a do flamenco; e também com a presença de alguns instrumentos indígenas.
A Cumbia nasceu na Colômbia, mas ela se propagou por quase todos países da América do Sul e também alguns da América Central. Cada país a reinventou do seu jeito, cada um com seu "tempero cultural". Por exemplo, este ritmo se difundiu tanto, que da região caribenha da Colombia, foi parar também na Argentina. Quem lembra da dancinha do Tevez ? Então, depois de cada gol, o jogador dançava a chamada Cumbia Villera , a Cumbia das Villas, ou seja, das favelas argentinas. Há quem compare a Cumbia Villera com o Funk carioca por causa das letras carregadas no erotismo.
Já na Bolívia, país com forte presença indígena, acabou ganhando letras mais românticas, algumas vezes reverenciando a mulher. Muitas destas cumbias contam histórias de decepções amorosas, ou como alguns dizem, histórias de corno. Aqui, você pode ouvir uma dessas cumbias bolivianas.
Para exemplificar uma cumbia tradicional e seu figurino, segue uma música da Colombia, "La Pollera Colorá" de Wilson Choperena e Juan Madera, feita em 1959.
Apesar de tradicional, a Cumbia ainda permanece muito presente nos dias atuais, pois possui algumas releituras contemporâneas. Uma banda que gosto muito e que utiliza este ritmo nas suas criações é a bogotana Bomba Estereo. Reparem que em "Fuego" eles fazem referência à "Pollera Colora".
Aproveitando o tema, também recomendo o DJ argentino, de Córdoba, Pedro D'Alessandro, que teve muito êxito ao fazer algumas mixagens com o ritmo.
Hasta Pronto!
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